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A importância de Wittgenstein na filosofia contemporânea

Inicialmente (1) o assunto deste artigo parece um pouco corriqueiro, mas creio ter seu valor: será uma análise simples sobre a importância que este filósofo exerceu (e excerce) em nossa filosofia contemporânea. Essa, que é uma relação que no fim, podemos dizer um tanto dialética – pois verificar a extensibilidade da importância de um filósofo é no fim último verificar o processo dialético cujos pensamentos deste filósofo pôde provocar. Este artigo é, de certa forma, uma pequena forma de expressar a minha admiração por este filósofo.

Wittgenstein

Wittgenstein

Posso, então, começar dizendo que Wittgenstein foi um filósofo atípico (isso se pudermos criar um tipo de filósofo padrão, o que creio ser difícil). Tanto no desenvolver de sua filosofia, quanto no seu histórico de heterodoxia escolar. Ainda, tanto atípica foi a influência que este filósofo causou à filosofia contemporânea – como veremos neste pequeno trabalho, que algumas vezes baseadas nas mais diversas interpretações do mesmo (algumas inclusive não o agradando muito). Read the rest of this entry »

Posted: January 23rd, 2011
at 11:59am by Arnaldo Vasconcellos

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A suspensão do juízo como heurística

Diversas vezes tenho esbarrado em alguns blogs (alguns de cunho religioso) [*]com pessoas usando de suas crenças para pensarem e analisarem acerca de diversos temas.

Muitas vezes pedi a suspensão dos juízos (religiosos incluídos) e nem sempre fui muito bem compreendido. Um dos argumentos apresentados, por algumas pessoas religiosas com quem conversei, é que se tal pessoa crê fielmente em algo ela deve inundar-se completamente a ponto de poder fazer-se um bom crente. Como expus em alguns blogs, vejo que existe um problema nesta conduta.

Argumento, assim que a suspensão dos juízos é uma boa heurística para se fazer pensar diversos temas que, dentro de cosmovisões determinadas, estaríamos limitados. Lógico que existe o limite do que é humanamente possível fazer de suspensão.

Há um argumento escondido, por parte dos que não aceitam uma suspensão, de como se ao suspender juízos fossemos nos tornar traídores em uma determinada classe de pensamentos (seja religiosa, científica ou filosófica).

Uma boa maneira que encontrei é tentar pensar em diversas hipóteses. O artigo que utilizei o exemplo de Sagan do “dragão em minha garagem” foi um exemplo. Mas houve quem leu de forma teológica, enquanto eu tratava apenas de uma situação hipotética, para depois poder analisar os resultados e trazê-los a tona.

Fazer isso não é deixar o pensamento em compartimentos estanques. Não é, pois o que deixa o pensamento estanque e engessado é justamente trancá-lo em cosmovisões, que cada vez mais pedem que apertemos nossas faculdades do entendimento, a fim de não representar uma suposta “traição”. Read the rest of this entry »

A incomunicabilidade do dragão da minha garagem – (Série pseudociências – Parte 5#)

Dragão chinês

Dragão chinês

Em nosso blog, em outro ensaio já falamos do livro de Carl Sagan “O mundo assombrado pelos demônios”. Neste livro, Sagan tem um capítulo denominado “o dragão da minha garagem” onde explica o caráter ad hoc de teorias não científicas face ao método científico para verificá-las e falseá-las.

Neste ensaio procuro refletir sobre a existência de um dragão que não possa ser analisado sob a luz de nosso método científico.

Uma primeira visita ao exemplo, notamos que estabelecer a existência de um dragão que não pode ser analisado é de difícil instância, pois parece não ser apresentável em nenhuma forma de fenômeno. Também não parece estar relacionado com nenhuma forma fenomênica.

Fenômeno vem do grego “phainomenon” que é basicamente aquilo que é observável, que tem uma aparição. Read the rest of this entry »

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