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	<title>Comments on: A heurística da suspensão é mais uma cosmovisão?</title>
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		<title>By: Suspensão do Juízo: ética, lógica ou metodologia? (Parte 1) &#124;em&#124; Análise da Ciência</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-323</link>
		<dc:creator>Suspensão do Juízo: ética, lógica ou metodologia? (Parte 1) &#124;em&#124; Análise da Ciência</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Oct 2010 18:00:15 +0000</pubDate>
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		<description>[...] juízos, uma atitude de cunho um tanto cética, mas de boa serventia para o conhecimento (ver este link e este [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] juízos, uma atitude de cunho um tanto cética, mas de boa serventia para o conhecimento (ver este link e este [...]</p>
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		<title>By: Arnaldo Vasconcellos</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-138</link>
		<dc:creator>Arnaldo Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 02:57:00 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;a href=&quot;#comment-131&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Gilberto Miranda Junior&lt;/a&gt; 

Vou ler seu artigo. Até mais,

Arnaldo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="#comment-131" rel="nofollow">@Gilberto Miranda Junior</a> </p>
<p>Vou ler seu artigo. Até mais,</p>
<p>Arnaldo.</p>
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		<title>By: Arnaldo Vasconcellos</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-137</link>
		<dc:creator>Arnaldo Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 02:56:05 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;a href=&quot;#comment-130&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Gilberto Miranda Junior&lt;/a&gt; 
Ok.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="#comment-130" rel="nofollow">@Gilberto Miranda Junior</a><br />
Ok.</p>
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	</item>
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		<title>By: Arnaldo Vasconcellos</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-136</link>
		<dc:creator>Arnaldo Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 02:55:19 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;a href=&quot;#comment-129&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Gilberto Miranda Junior&lt;/a&gt; 
Olá Gilberto,

Bem vamos analisar seus comentários. Você me pede para posicionar-me perante a alguns pontos levantados, por ti levantados.

Você disse:
&quot;

&lt;blockquote&gt;1 – Uma postura heurística, seja lá por qual viés, sempre será uma postura de aproximação a um problema, via tentativa e erro, cercando-o através da submissão de tentativas a testes de validade frente ao problema a ser resolvido. Você concorda com essa visão? Se concordar, decorre daí que independente de uma postura de suspensão de juízo, qualquer rigidez cosmovisionária não irá problematizar um fato, e sim dar-lhe respostas, encaixando-o em um corpo teorético já constituído, ou seja, uma cosmovisão.&lt;/blockquote&gt;

&quot;

- Ora, sim uma postura heurística sempre é uma aproximação ao problema; não vejo muitos problemas nisto.

Você continua:&quot;

&lt;blockquote&gt;Quando há uma cosmovisão que não seja mera hipótese de trabalho (ou seja, que não seja mero aspecto heurístico), ela contaminará de tal forma a observação que cairemos no positivismo, isto é, no verificacionismo e não no falsificacionismo. A diferença é fundamental. Uma abordagem heurística procurará sempre o que refuta a hipótese para descartá-la, ao passo que a abordagem cosmovisionária procurará sempre o que confirma para aceitá-la.&lt;/blockquote&gt;

&quot;

- A priori levanto a questão que a suspensão pode acabar sendo fruto de uma possível cosmovisão, entretanto ela deverá ser crítica, inclusive a si mesma (e portanto a torna um processo heurístico, a meu ver, mais cristalino). Sobre a distinção de verificacionismo e falseacionismo dentro desta abordagem, não tenho absoluta certeza se o verificacionismo poderia ser equacionado como uma cosmovisão apenas em busca de confirmação (eu deveria fazer um aprofundamento maior no termo apresentado); mas a sua afirmação é muito interessante. Inclusive tenho encontrado muitas pessoas (algumas nas quais a postura motivou a escrever estes artigos) em que buscam apenas confirmar suas crenças e não necessariamente fazer uma aproximação problemática; e enxergo que isto é um problema muito sério (e acaba que algumas destas mesmas pessoas querem usar da ciência, mesmo que de forma deturpada, como modo confirmatório de suas crenças).

Você disse:&quot;

&lt;blockquote&gt;2 – Por outro lado, a suspensão de juízo parece-me ser parte integrante de qualquer heurística, mesmo que qualquer tentativa heurística traga a idiossincrasia ideológica do pesquisador. Ilusão seria imaginar (em um idealismo fantasioso) que alguém fosse capaz de suspensão total ou de uma neutralidade absoluta. Não é e você sabe disso, deixando claro não só sem eu texto, mas na resposta que deu ao Ricardo Mamedes.
Talvez tenhamos que especular metaheurísticamente a possibilidade de, internamente, o pesquisador sempre se perguntar e lançar hipóteses de trabalho sobre sua própria visão e postura diante dos fatos e o quanto sua interpretação estaria contaminada de suas crenças e valores. A autocrítica como metaheurística parece-me ser fundamental, porém tudo isso se reduz a uma disposição prévia do pesquisador, a qual método algum daria conta; portanto, também cosmovisionária.&lt;/blockquote&gt;

&quot;

- Sim é cosmovisionária, mas ela busaria um elo crítico com todas cosmovisões e consigo mesma. Deixei claro que a suspensão total é impossível (devido ao nosso carater humano), mas suponho que o que pudermos fazer de suspensão é importante, mesmo que seja o mínimo (e isto poderia se enquadrar perfeitamente no que você afirmou ser uma disposição do pesquisador).
É muito interessante a forma que você delineia que esta autocrítica metaheurística seja ato do pesquisador, (de cunho até volitivo, quem sabe...) e não necessariamente uma parte integrante de um método. Eu diria até que, vendo por este ângulo, concordo com você. Entretanto mesmo sendo uma disposição do pesquisador, julgo que ela possa ser tomada de forma metódica. Veja bem ser tomada de forma metódica por um pesquisador não significa que ela faça parte de um método científico, plenamente falando; mas, agora vejo isso (motivado por seu comentário) talvez seja altamente auxiliar num método principal. E esse fator coadjunvante seria muito importante num contexto de criação teórica, evitando contaminações que poderiam invalidar uma teoria no processo do contexto de justificação (no falseamento); ora a aproximação com a suspensão evitaria que criassemos teorias que não se aproximariam o bastante, em algum aspecto, com a verdade, fazendo-a ser refutada depois. Talvez além de um coadjunvante seja também uma postura para com a descoberta.

Você disse:&quot;

&lt;blockquote&gt;3 – Não nos iludamos que, seja lá a força da disposição em direção à suspensão de juízo, somos e sempre seremos sujeitos históricos embrenhados em simbólicas que funcionam como lentes. Isso, de forma alguma, respalda-nos ir contra a tentativa de suspensão, mas nos deixa claro o limite dela para que não nos iludamos e para que construamos sempre novas abordagens possíveis em diversas direções. Iludirmos-nos que seja possível uma suspensão completa de juízo é desde já fazer um juízo que engessa e enclausura nossa visão dentro dessa ilusão.&lt;/blockquote&gt;

&quot;

- Concordo plenamente.

Você continua:&quot;

&lt;blockquote&gt;O que nos resta? Arrisco a dizer que o que nos resta é somente uma tentativa continuada de suspensão, garantida sobretudo pela diversidade de indivíduos diferentes se constituindo como vetores multidirecionais de abordagens, cada um se iludindo que fez uma suspensão absolutamente neutra, mas constituindo conjuntamente um juízo maior (um Logos) que constrói continuamente reinterpretações da realidade. Isso desfaz qualquer conceito estrito de verticalização e/ou hierarquização da ciência. Desalentador para os positivistas ou iluministas de plantão.&lt;/blockquote&gt;

&quot;

- Concordo! Perfeito. Não sei se já te contei, mas como resultado dessas pesquisas que venho apresentando no blog, suspeito que a ciência não seja um processo hierárquico, mas sim &quot;co-dependencial&quot;. Isso não é ruim, de certa forma, mas apresenta apenas uma outra forma em que a ciência poderia estar trabalhando seu longo e contínuo processo de tentativa e erro em busca de teorias mais eficazes. É uma dinâmica muito interessante.

Você disse:&quot;

&lt;blockquote&gt;4 – Penso em outra problematização também a partir do que escrevi. Sendo a heurística uma aproximação via tentativa e erro, dizer que nossos juízos devam ser suspensos, não pode significar dizer que devamos abrir mão de hipóteses de trabalho. A suspensão de juízo dentro da heurística não está aí. Você julga provisioriamente algo e somente no teste você suspende o juízo para formular contra-hipóteses que a refutaria. Se essa suspensão não for ao menos sincera, suas contra-hipóteses serão tendenciosas e você confirmará equívocos e tendenciosidades. É nesse ponto que entra, na pesquisa científica, a crítica cruzada, de outras cosmovisões que trarão contra-hipóteses mais robustas para que sua hipótese seja testada de fato.&lt;/blockquote&gt;

&quot;

- Concordo. Uma suspensão deve ser realmente sincera. Uma crítica cruzada é uma etapa a mais na busca por essa robustez teórica. Julgo que esta heurística gira mais em torno do processo de criação, enquanto o método científico (o falseacionismo, por exemplo) estaria mais relacionado à justificação (embora esses delineamentos NÃO sejam estanques, e irei me dedicar a este ponto num futuro artigo), ou seja apesar de que eu as analise assim, pode ser que seu enfoque entre criação e justificação se interponham.
Num artigo recente (&lt;a href=&quot;http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=619&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Pode uma teoria científica representar posicionamento religioso?&lt;/a&gt;) digo o seguinte &quot;&lt;strong&gt;Tecnicamente o método científico deve ser usado para evitar tais processos de parcialidade (embora sempre possam ocorrer, os processos de parcialidade tendem a diminuir com um método rigoroso que funcione não somente com um ou outro indivíduo, mas com toda uma comunidade envolvida no processo científico)&lt;/strong&gt;.&quot;. Portanto concordo com você.

Você continua:&quot;

&lt;blockquote&gt;Nossa, escrevi demais… mas é isso que fascina em ciências: mesmo na impossibilidade de sermos neutros completamente, ou de ninguém ser, é na diversidade e na crítica cruzada que vamos fazendo uma grande heurística em busca de todas as verdades possíveis. Isso não é fascinante?&lt;/blockquote&gt;

&quot;

- Sim é realmente muito fascinante! E muito importante, porque uma busca pela verdade deve começar, a meu ver, com uma espécie de aceitação que nossas visões podem ser falíveis. E isso representa, ainda a meu ver, um compromisso maior com a verdade do que apenas ditar coisas como já sendo verdades entoadas por alguns e ecoadas por muitos.

Você continua:&quot;

&lt;blockquote&gt;Em suma, como você mesmo disse, só nos resta procurar, contextualmente, o melhor “recipiente” ´para colher a amostra da realidade que queremos. Mas a definição sempre será “social”, na medida em que a verdadeira virtude epistêmica está na crítica cruzada que só a ciência permite.
De resto, em geral, religiosos não buscam nada além daquilo que já encontraram, ou seja: só buscam confirmação. Isso é substancialmente anti-científico, mesmo que eles, com razão, aleguem que todos façam isso. Sim, todos fazem, mas uns fazem encarando isso como defeito, eles fazem encarando isso como virtude. Enrtende?&lt;/blockquote&gt;

&quot;

- Entendo. Não sei se só religiosos fazem isso (e também não sei se todos fariam isto), mas que muitos fazem posso concordar. E fazer isso (não buscar o confronto e apenas tentarem confirmar o que aceitam) é algo que devemos tentar evitar, pois dificilmente somos os portadores da verdade, não possuímos esta exclusividade. Mas aqueles que acreditam que não fazer o que foi citado é uma virtude, o fazem assim, porque muitas vezes quando acreditamos em algo somos impelidos a atitudes, o que faz o a crença não somente um fenômeno psicológico frente a questões epistemológicas, mas também um fenômeno social. E socialmente humano.

Gilberto, gosto muito de seus comentários. Muito obrigado por eles, forte abraço;

Arnaldo Vasconcellos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="#comment-129" rel="nofollow">@Gilberto Miranda Junior</a><br />
Olá Gilberto,</p>
<p>Bem vamos analisar seus comentários. Você me pede para posicionar-me perante a alguns pontos levantados, por ti levantados.</p>
<p>Você disse:<br />
&#8221;</p>
<blockquote><p>1 – Uma postura heurística, seja lá por qual viés, sempre será uma postura de aproximação a um problema, via tentativa e erro, cercando-o através da submissão de tentativas a testes de validade frente ao problema a ser resolvido. Você concorda com essa visão? Se concordar, decorre daí que independente de uma postura de suspensão de juízo, qualquer rigidez cosmovisionária não irá problematizar um fato, e sim dar-lhe respostas, encaixando-o em um corpo teorético já constituído, ou seja, uma cosmovisão.</p></blockquote>
<p>&#8221;</p>
<p>- Ora, sim uma postura heurística sempre é uma aproximação ao problema; não vejo muitos problemas nisto.</p>
<p>Você continua:&#8221;</p>
<blockquote><p>Quando há uma cosmovisão que não seja mera hipótese de trabalho (ou seja, que não seja mero aspecto heurístico), ela contaminará de tal forma a observação que cairemos no positivismo, isto é, no verificacionismo e não no falsificacionismo. A diferença é fundamental. Uma abordagem heurística procurará sempre o que refuta a hipótese para descartá-la, ao passo que a abordagem cosmovisionária procurará sempre o que confirma para aceitá-la.</p></blockquote>
<p>&#8221;</p>
<p>- A priori levanto a questão que a suspensão pode acabar sendo fruto de uma possível cosmovisão, entretanto ela deverá ser crítica, inclusive a si mesma (e portanto a torna um processo heurístico, a meu ver, mais cristalino). Sobre a distinção de verificacionismo e falseacionismo dentro desta abordagem, não tenho absoluta certeza se o verificacionismo poderia ser equacionado como uma cosmovisão apenas em busca de confirmação (eu deveria fazer um aprofundamento maior no termo apresentado); mas a sua afirmação é muito interessante. Inclusive tenho encontrado muitas pessoas (algumas nas quais a postura motivou a escrever estes artigos) em que buscam apenas confirmar suas crenças e não necessariamente fazer uma aproximação problemática; e enxergo que isto é um problema muito sério (e acaba que algumas destas mesmas pessoas querem usar da ciência, mesmo que de forma deturpada, como modo confirmatório de suas crenças).</p>
<p>Você disse:&#8221;</p>
<blockquote><p>2 – Por outro lado, a suspensão de juízo parece-me ser parte integrante de qualquer heurística, mesmo que qualquer tentativa heurística traga a idiossincrasia ideológica do pesquisador. Ilusão seria imaginar (em um idealismo fantasioso) que alguém fosse capaz de suspensão total ou de uma neutralidade absoluta. Não é e você sabe disso, deixando claro não só sem eu texto, mas na resposta que deu ao Ricardo Mamedes.<br />
Talvez tenhamos que especular metaheurísticamente a possibilidade de, internamente, o pesquisador sempre se perguntar e lançar hipóteses de trabalho sobre sua própria visão e postura diante dos fatos e o quanto sua interpretação estaria contaminada de suas crenças e valores. A autocrítica como metaheurística parece-me ser fundamental, porém tudo isso se reduz a uma disposição prévia do pesquisador, a qual método algum daria conta; portanto, também cosmovisionária.</p></blockquote>
<p>&#8221;</p>
<p>- Sim é cosmovisionária, mas ela busaria um elo crítico com todas cosmovisões e consigo mesma. Deixei claro que a suspensão total é impossível (devido ao nosso carater humano), mas suponho que o que pudermos fazer de suspensão é importante, mesmo que seja o mínimo (e isto poderia se enquadrar perfeitamente no que você afirmou ser uma disposição do pesquisador).<br />
É muito interessante a forma que você delineia que esta autocrítica metaheurística seja ato do pesquisador, (de cunho até volitivo, quem sabe&#8230;) e não necessariamente uma parte integrante de um método. Eu diria até que, vendo por este ângulo, concordo com você. Entretanto mesmo sendo uma disposição do pesquisador, julgo que ela possa ser tomada de forma metódica. Veja bem ser tomada de forma metódica por um pesquisador não significa que ela faça parte de um método científico, plenamente falando; mas, agora vejo isso (motivado por seu comentário) talvez seja altamente auxiliar num método principal. E esse fator coadjunvante seria muito importante num contexto de criação teórica, evitando contaminações que poderiam invalidar uma teoria no processo do contexto de justificação (no falseamento); ora a aproximação com a suspensão evitaria que criassemos teorias que não se aproximariam o bastante, em algum aspecto, com a verdade, fazendo-a ser refutada depois. Talvez além de um coadjunvante seja também uma postura para com a descoberta.</p>
<p>Você disse:&#8221;</p>
<blockquote><p>3 – Não nos iludamos que, seja lá a força da disposição em direção à suspensão de juízo, somos e sempre seremos sujeitos históricos embrenhados em simbólicas que funcionam como lentes. Isso, de forma alguma, respalda-nos ir contra a tentativa de suspensão, mas nos deixa claro o limite dela para que não nos iludamos e para que construamos sempre novas abordagens possíveis em diversas direções. Iludirmos-nos que seja possível uma suspensão completa de juízo é desde já fazer um juízo que engessa e enclausura nossa visão dentro dessa ilusão.</p></blockquote>
<p>&#8221;</p>
<p>- Concordo plenamente.</p>
<p>Você continua:&#8221;</p>
<blockquote><p>O que nos resta? Arrisco a dizer que o que nos resta é somente uma tentativa continuada de suspensão, garantida sobretudo pela diversidade de indivíduos diferentes se constituindo como vetores multidirecionais de abordagens, cada um se iludindo que fez uma suspensão absolutamente neutra, mas constituindo conjuntamente um juízo maior (um Logos) que constrói continuamente reinterpretações da realidade. Isso desfaz qualquer conceito estrito de verticalização e/ou hierarquização da ciência. Desalentador para os positivistas ou iluministas de plantão.</p></blockquote>
<p>&#8221;</p>
<p>- Concordo! Perfeito. Não sei se já te contei, mas como resultado dessas pesquisas que venho apresentando no blog, suspeito que a ciência não seja um processo hierárquico, mas sim &#8220;co-dependencial&#8221;. Isso não é ruim, de certa forma, mas apresenta apenas uma outra forma em que a ciência poderia estar trabalhando seu longo e contínuo processo de tentativa e erro em busca de teorias mais eficazes. É uma dinâmica muito interessante.</p>
<p>Você disse:&#8221;</p>
<blockquote><p>4 – Penso em outra problematização também a partir do que escrevi. Sendo a heurística uma aproximação via tentativa e erro, dizer que nossos juízos devam ser suspensos, não pode significar dizer que devamos abrir mão de hipóteses de trabalho. A suspensão de juízo dentro da heurística não está aí. Você julga provisioriamente algo e somente no teste você suspende o juízo para formular contra-hipóteses que a refutaria. Se essa suspensão não for ao menos sincera, suas contra-hipóteses serão tendenciosas e você confirmará equívocos e tendenciosidades. É nesse ponto que entra, na pesquisa científica, a crítica cruzada, de outras cosmovisões que trarão contra-hipóteses mais robustas para que sua hipótese seja testada de fato.</p></blockquote>
<p>&#8221;</p>
<p>- Concordo. Uma suspensão deve ser realmente sincera. Uma crítica cruzada é uma etapa a mais na busca por essa robustez teórica. Julgo que esta heurística gira mais em torno do processo de criação, enquanto o método científico (o falseacionismo, por exemplo) estaria mais relacionado à justificação (embora esses delineamentos NÃO sejam estanques, e irei me dedicar a este ponto num futuro artigo), ou seja apesar de que eu as analise assim, pode ser que seu enfoque entre criação e justificação se interponham.<br />
Num artigo recente (<a href="http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=619" rel="nofollow">Pode uma teoria científica representar posicionamento religioso?</a>) digo o seguinte &#8220;<strong>Tecnicamente o método científico deve ser usado para evitar tais processos de parcialidade (embora sempre possam ocorrer, os processos de parcialidade tendem a diminuir com um método rigoroso que funcione não somente com um ou outro indivíduo, mas com toda uma comunidade envolvida no processo científico)</strong>.&#8221;. Portanto concordo com você.</p>
<p>Você continua:&#8221;</p>
<blockquote><p>Nossa, escrevi demais… mas é isso que fascina em ciências: mesmo na impossibilidade de sermos neutros completamente, ou de ninguém ser, é na diversidade e na crítica cruzada que vamos fazendo uma grande heurística em busca de todas as verdades possíveis. Isso não é fascinante?</p></blockquote>
<p>&#8221;</p>
<p>- Sim é realmente muito fascinante! E muito importante, porque uma busca pela verdade deve começar, a meu ver, com uma espécie de aceitação que nossas visões podem ser falíveis. E isso representa, ainda a meu ver, um compromisso maior com a verdade do que apenas ditar coisas como já sendo verdades entoadas por alguns e ecoadas por muitos.</p>
<p>Você continua:&#8221;</p>
<blockquote><p>Em suma, como você mesmo disse, só nos resta procurar, contextualmente, o melhor “recipiente” ´para colher a amostra da realidade que queremos. Mas a definição sempre será “social”, na medida em que a verdadeira virtude epistêmica está na crítica cruzada que só a ciência permite.<br />
De resto, em geral, religiosos não buscam nada além daquilo que já encontraram, ou seja: só buscam confirmação. Isso é substancialmente anti-científico, mesmo que eles, com razão, aleguem que todos façam isso. Sim, todos fazem, mas uns fazem encarando isso como defeito, eles fazem encarando isso como virtude. Enrtende?</p></blockquote>
<p>&#8221;</p>
<p>- Entendo. Não sei se só religiosos fazem isso (e também não sei se todos fariam isto), mas que muitos fazem posso concordar. E fazer isso (não buscar o confronto e apenas tentarem confirmar o que aceitam) é algo que devemos tentar evitar, pois dificilmente somos os portadores da verdade, não possuímos esta exclusividade. Mas aqueles que acreditam que não fazer o que foi citado é uma virtude, o fazem assim, porque muitas vezes quando acreditamos em algo somos impelidos a atitudes, o que faz o a crença não somente um fenômeno psicológico frente a questões epistemológicas, mas também um fenômeno social. E socialmente humano.</p>
<p>Gilberto, gosto muito de seus comentários. Muito obrigado por eles, forte abraço;</p>
<p>Arnaldo Vasconcellos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Gilberto Miranda Junior</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-131</link>
		<dc:creator>Gilberto Miranda Junior</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 23:02:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=600#comment-131</guid>
		<description>Acabei de publicar o artigo, se puder dá uma lida, amigo... Abraços e bom final de semana...

http://blog.gilbertomirandajr.com.br/2010/02/acaso-aleatoriedade-e-proposito-parte-1.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de publicar o artigo, se puder dá uma lida, amigo&#8230; Abraços e bom final de semana&#8230;</p>
<p><a href="http://blog.gilbertomirandajr.com.br/2010/02/acaso-aleatoriedade-e-proposito-parte-1.html" rel="nofollow">http://blog.gilbertomirandajr.com.br/2010/02/acaso-aleatoriedade-e-proposito-parte-1.html</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Gilberto Miranda Junior</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-130</link>
		<dc:creator>Gilberto Miranda Junior</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 18:00:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=600#comment-130</guid>
		<description>Ahhh reforçando... Eu disse:

&quot;O que nos resta? Arrisco a dizer que o que nos resta é somente uma tentativa continuada de suspensão, garantida sobretudo pela diversidade de indivíduos diferentes se constituindo como vetores multidirecionais de abordagens, cada um se iludindo que fez uma suspensão absolutamente neutra, mas constituindo conjuntamente um juízo maior (um Logos) que constrói continuamente reinterpretações da realidade. Isso desfaz qualquer conceito estrito de verticalização e/ou hierarquização da ciência. Desalentador para os positivistas ou iluministas de plantão.&quot;

Complemnto: para os religiosos também. Eles têm como valor fundamental daquilo que pensam, a verticalização e hierarquização da realidade a partir da tradição que abraça.

É isso...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ahhh reforçando&#8230; Eu disse:</p>
<p>&#8220;O que nos resta? Arrisco a dizer que o que nos resta é somente uma tentativa continuada de suspensão, garantida sobretudo pela diversidade de indivíduos diferentes se constituindo como vetores multidirecionais de abordagens, cada um se iludindo que fez uma suspensão absolutamente neutra, mas constituindo conjuntamente um juízo maior (um Logos) que constrói continuamente reinterpretações da realidade. Isso desfaz qualquer conceito estrito de verticalização e/ou hierarquização da ciência. Desalentador para os positivistas ou iluministas de plantão.&#8221;</p>
<p>Complemnto: para os religiosos também. Eles têm como valor fundamental daquilo que pensam, a verticalização e hierarquização da realidade a partir da tradição que abraça.</p>
<p>É isso&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Gilberto Miranda Junior</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-129</link>
		<dc:creator>Gilberto Miranda Junior</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 17:55:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=600#comment-129</guid>
		<description>Prezado Arnaldo

Eu fico impressionado a cada post seu, pois identifico em você muitas dúvidas e reflexões que também são minhas. Você toca em pontos muito interessantes nessa série de artigos sobre a heurística da suspensão de juízo e, embora eu não esteja atualmente escrevendo sobre isso, em breve publicarei um artigo sobre a questão de abordagem epistêmica sobre teleonomia estrutural que envolve bem esse aspecto.

Diante das questões que você coloca, gostaria de tecer alguns comentários e saber sua opinião sobre eles. Vamos lá...

1 – Uma postura heurística, seja lá por qual viés, sempre será uma postura de aproximação a um problema, via tentativa e erro, cercando-o através da submissão de tentativas a testes de validade frente ao problema a ser resolvido. Você concorda com essa visão? Se concordar, decorre daí que independente de uma postura de suspensão de juízo, qualquer rigidez cosmovisionária não irá problematizar um fato, e sim dar-lhe respostas, encaixando-o em um corpo teorético já constituído, ou seja, uma cosmovisão.

Quando há uma cosmovisão que não seja mera hipótese de trabalho (ou seja, que não seja mero aspecto heurístico), ela contaminará de tal forma a observação que cairemos no positivismo, isto é, no verificacionismo e não no falsificacionismo. A diferença é fundamental. Uma abordagem heurística procurará sempre o que refuta a hipótese para descartá-la, ao passo que a abordagem cosmovisionária procurará sempre o que confirma para aceitá-la. 

Percebe a diferença? Em meu entendimento, uma abordagem cosmovisionária restrita é excludente de uma abordagem heurística, independente da possibilidade de se suspender juízos ou não. Resumindo, a postura heurística já pressupõe uma cosmovisão de que nenhuma cosmovisão possa se sobrepor às evidências que refutem uma abordagem qualquer. Combatemos algo (pressupostos cosmovisionários), assumindo um que, sob nossa perspectiva, possui maior virtude epistêmica.

2 – Por outro lado, a suspensão de juízo parece-me ser parte integrante de qualquer heurística, mesmo que qualquer tentativa heurística traga a idiossincrasia ideológica do pesquisador. Ilusão seria imaginar (em um idealismo fantasioso) que alguém fosse capaz de suspensão total ou de uma neutralidade absoluta. Não é e você sabe disso, deixando claro não só sem eu texto, mas na resposta que deu ao Ricardo Mamedes. 

Talvez tenhamos que especular metaheurísticamente a possibilidade de, internamente, o pesquisador sempre se perguntar e lançar hipóteses de trabalho sobre sua própria visão e postura diante dos fatos e o quanto sua interpretação estaria contaminada de suas crenças e valores. A autocrítica como metaheurística parece-me ser fundamental, porém tudo isso se reduz a uma disposição prévia do pesquisador, a qual método algum daria conta; portanto, também cosmovisionária.

3 – Não nos iludamos que, seja lá a força da disposição em direção à suspensão de juízo, somos e sempre seremos sujeitos históricos embrenhados em simbólicas que funcionam como lentes. Isso, de forma alguma, respalda-nos ir contra a tentativa de suspensão, mas nos deixa claro o limite dela para que não nos iludamos e para que construamos sempre novas abordagens possíveis em diversas direções. Iludirmos-nos que seja possível uma suspensão completa de juízo é desde já fazer um juízo que engessa e enclausura nossa visão dentro dessa ilusão. 

O que nos resta? Arrisco a dizer que o que nos resta é somente uma tentativa continuada de suspensão, garantida sobretudo pela diversidade de indivíduos diferentes se constituindo como vetores multidirecionais de abordagens, cada um se iludindo que fez uma suspensão absolutamente neutra, mas constituindo conjuntamente um juízo maior (um Logos) que constrói continuamente reinterpretações da realidade. Isso desfaz qualquer conceito estrito de verticalização e/ou hierarquização da ciência. Desalentador para os positivistas ou iluministas de plantão.

4 – Penso em outra problematização também a partir do que escrevi. Sendo a heurística uma aproximação via tentativa e erro, dizer que nossos juízos devam ser suspensos, não pode significar dizer que devamos abrir mão de hipóteses de trabalho. A suspensão de juízo dentro da heurística não está aí. Você julga provisioriamente algo e somente no teste você suspende o juízo para formular contra-hipóteses que a refutaria. Se essa suspensão não for ao menos sincera, suas contra-hipóteses serão tendenciosas e você confirmará equívocos e tendenciosidades. É nesse ponto que entra, na pesquisa científica, a crítica cruzada, de outras cosmovisões que trarão contra-hipóteses mais robustas para que sua hipótese seja testada de fato.

Nossa, escrevi demais... mas é isso que fascina em ciências: mesmo na impossibilidade de sermos neutros completamente, ou de ninguém ser, é na diversidade e na crítica cruzada que vamos fazendo uma grande heurística em busca de todas as verdades possíveis. Isso não é fascinante?

Em suma, como você mesmo disse, só nos resta procurar, contextualmente, o melhor “recipiente” ´para colher a amostra da realidade que queremos. Mas a definição sempre será “social”, na medida em que a verdadeira virtude epistêmica está na crítica cruzada que só a ciência permite.

De resto, em geral, religiosos não buscam nada além daquilo que já encontraram, ou seja: só buscam confirmação. Isso é substancialmente anti-científico, mesmo que eles, com razão, aleguem que todos façam isso. Sim, todos fazem, mas uns fazem encarando isso como defeito, eles fazem encarando isso como virtude. Enrtende?

Abraços e parabéns pelas reflexões e respostas...

Gilberto Miranda Junior</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Arnaldo</p>
<p>Eu fico impressionado a cada post seu, pois identifico em você muitas dúvidas e reflexões que também são minhas. Você toca em pontos muito interessantes nessa série de artigos sobre a heurística da suspensão de juízo e, embora eu não esteja atualmente escrevendo sobre isso, em breve publicarei um artigo sobre a questão de abordagem epistêmica sobre teleonomia estrutural que envolve bem esse aspecto.</p>
<p>Diante das questões que você coloca, gostaria de tecer alguns comentários e saber sua opinião sobre eles. Vamos lá&#8230;</p>
<p>1 – Uma postura heurística, seja lá por qual viés, sempre será uma postura de aproximação a um problema, via tentativa e erro, cercando-o através da submissão de tentativas a testes de validade frente ao problema a ser resolvido. Você concorda com essa visão? Se concordar, decorre daí que independente de uma postura de suspensão de juízo, qualquer rigidez cosmovisionária não irá problematizar um fato, e sim dar-lhe respostas, encaixando-o em um corpo teorético já constituído, ou seja, uma cosmovisão.</p>
<p>Quando há uma cosmovisão que não seja mera hipótese de trabalho (ou seja, que não seja mero aspecto heurístico), ela contaminará de tal forma a observação que cairemos no positivismo, isto é, no verificacionismo e não no falsificacionismo. A diferença é fundamental. Uma abordagem heurística procurará sempre o que refuta a hipótese para descartá-la, ao passo que a abordagem cosmovisionária procurará sempre o que confirma para aceitá-la. </p>
<p>Percebe a diferença? Em meu entendimento, uma abordagem cosmovisionária restrita é excludente de uma abordagem heurística, independente da possibilidade de se suspender juízos ou não. Resumindo, a postura heurística já pressupõe uma cosmovisão de que nenhuma cosmovisão possa se sobrepor às evidências que refutem uma abordagem qualquer. Combatemos algo (pressupostos cosmovisionários), assumindo um que, sob nossa perspectiva, possui maior virtude epistêmica.</p>
<p>2 – Por outro lado, a suspensão de juízo parece-me ser parte integrante de qualquer heurística, mesmo que qualquer tentativa heurística traga a idiossincrasia ideológica do pesquisador. Ilusão seria imaginar (em um idealismo fantasioso) que alguém fosse capaz de suspensão total ou de uma neutralidade absoluta. Não é e você sabe disso, deixando claro não só sem eu texto, mas na resposta que deu ao Ricardo Mamedes. </p>
<p>Talvez tenhamos que especular metaheurísticamente a possibilidade de, internamente, o pesquisador sempre se perguntar e lançar hipóteses de trabalho sobre sua própria visão e postura diante dos fatos e o quanto sua interpretação estaria contaminada de suas crenças e valores. A autocrítica como metaheurística parece-me ser fundamental, porém tudo isso se reduz a uma disposição prévia do pesquisador, a qual método algum daria conta; portanto, também cosmovisionária.</p>
<p>3 – Não nos iludamos que, seja lá a força da disposição em direção à suspensão de juízo, somos e sempre seremos sujeitos históricos embrenhados em simbólicas que funcionam como lentes. Isso, de forma alguma, respalda-nos ir contra a tentativa de suspensão, mas nos deixa claro o limite dela para que não nos iludamos e para que construamos sempre novas abordagens possíveis em diversas direções. Iludirmos-nos que seja possível uma suspensão completa de juízo é desde já fazer um juízo que engessa e enclausura nossa visão dentro dessa ilusão. </p>
<p>O que nos resta? Arrisco a dizer que o que nos resta é somente uma tentativa continuada de suspensão, garantida sobretudo pela diversidade de indivíduos diferentes se constituindo como vetores multidirecionais de abordagens, cada um se iludindo que fez uma suspensão absolutamente neutra, mas constituindo conjuntamente um juízo maior (um Logos) que constrói continuamente reinterpretações da realidade. Isso desfaz qualquer conceito estrito de verticalização e/ou hierarquização da ciência. Desalentador para os positivistas ou iluministas de plantão.</p>
<p>4 – Penso em outra problematização também a partir do que escrevi. Sendo a heurística uma aproximação via tentativa e erro, dizer que nossos juízos devam ser suspensos, não pode significar dizer que devamos abrir mão de hipóteses de trabalho. A suspensão de juízo dentro da heurística não está aí. Você julga provisioriamente algo e somente no teste você suspende o juízo para formular contra-hipóteses que a refutaria. Se essa suspensão não for ao menos sincera, suas contra-hipóteses serão tendenciosas e você confirmará equívocos e tendenciosidades. É nesse ponto que entra, na pesquisa científica, a crítica cruzada, de outras cosmovisões que trarão contra-hipóteses mais robustas para que sua hipótese seja testada de fato.</p>
<p>Nossa, escrevi demais&#8230; mas é isso que fascina em ciências: mesmo na impossibilidade de sermos neutros completamente, ou de ninguém ser, é na diversidade e na crítica cruzada que vamos fazendo uma grande heurística em busca de todas as verdades possíveis. Isso não é fascinante?</p>
<p>Em suma, como você mesmo disse, só nos resta procurar, contextualmente, o melhor “recipiente” ´para colher a amostra da realidade que queremos. Mas a definição sempre será “social”, na medida em que a verdadeira virtude epistêmica está na crítica cruzada que só a ciência permite.</p>
<p>De resto, em geral, religiosos não buscam nada além daquilo que já encontraram, ou seja: só buscam confirmação. Isso é substancialmente anti-científico, mesmo que eles, com razão, aleguem que todos façam isso. Sim, todos fazem, mas uns fazem encarando isso como defeito, eles fazem encarando isso como virtude. Enrtende?</p>
<p>Abraços e parabéns pelas reflexões e respostas&#8230;</p>
<p>Gilberto Miranda Junior</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Arnaldo Vasconcellos</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-117</link>
		<dc:creator>Arnaldo Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 02:09:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=600#comment-117</guid>
		<description>Olá Vanessa,

Bom ter sua visita novamente.
Sim, tivemos uma pequena discussão, mas não julgo que tenha sido algo ruim.
Saiba que tentei interpretar da melhor forma possível, tentando sempre suspender, o meu possível de preconcepções e tentando praticar o &lt;a href=&quot;http://arnaldo.networkcore.eti.br/?s=caridade&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;princípio da caridade&lt;/a&gt;.
Pode ter certeza, visitarei seu blog e farei minha suspensão. Deixarei um &quot;alô&quot;.

Abraços,

Arnaldo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Vanessa,</p>
<p>Bom ter sua visita novamente.<br />
Sim, tivemos uma pequena discussão, mas não julgo que tenha sido algo ruim.<br />
Saiba que tentei interpretar da melhor forma possível, tentando sempre suspender, o meu possível de preconcepções e tentando praticar o <a href="http://arnaldo.networkcore.eti.br/?s=caridade" rel="nofollow">princípio da caridade</a>.<br />
Pode ter certeza, visitarei seu blog e farei minha suspensão. Deixarei um &#8220;alô&#8221;.</p>
<p>Abraços,</p>
<p>Arnaldo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Vanessa Meira</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-116</link>
		<dc:creator>Vanessa Meira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 21:12:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=600#comment-116</guid>
		<description>Olá Arnaldo,
tivemos um entrave ontem no blog do Sabino rsrsr
Novamente, creio que há interpretações ligeiramente equivocadas de ambas as partes.
Suspenda os teus juízos metodologicamente e dê uma lida nesse artigo:
http://vanessinhameira.blogspot.com/2010/01/mau-igual-o-pica-pau-quem-disse.html

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Arnaldo,<br />
tivemos um entrave ontem no blog do Sabino rsrsr<br />
Novamente, creio que há interpretações ligeiramente equivocadas de ambas as partes.<br />
Suspenda os teus juízos metodologicamente e dê uma lida nesse artigo:<br />
<a href="http://vanessinhameira.blogspot.com/2010/01/mau-igual-o-pica-pau-quem-disse.html" rel="nofollow">http://vanessinhameira.blogspot.com/2010/01/mau-igual-o-pica-pau-quem-disse.html</a></p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Arnaldo Vasconcellos</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-109</link>
		<dc:creator>Arnaldo Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 02:12:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=600#comment-109</guid>
		<description>Olá Ricardo,

Obrigado por seus comentários.
&quot;Ceticismo construtivo&quot;, não tinha pensado nessa nomenclatura. Entretanto o que escrevi não está ligado a um ceticismo por puro ceticismo. É, acima de tudo, uma utilização metódica (aliás, parece-me que o ceticismo em-si tem um valor maior quando utilizado para questionar o que tomado como trivial - pode ser um ótimo instrumento para a descoberta). Além do mais a igualdade entre ceticismo e relativismo é um equívoco. São conceitos diferentes com propostas diferentes.
E mesmo que houvesse uma igualdade em que a variável relativismo fosse idêntica ao ceticismo, o que descrevi nas postagens não é um relativismo. É uma forma de evitar que o dogmatismo (de diversos tipos) possam interferir num processo investigativo.
Quanto ao desespero existencialista, bem, não sei se entendi muito bem a sua colocação, entretanto o problema da existência, parece-me, é algo inerente a nós humanos. Os caminhos que apontam para o desespero são múltiplos; e isso não seria argumento para evitarmos usar uma metodologia de cunho epistemológico com o medo de descobrirmos quem somos. Talvez possa me explicar melhor sobre este &quot;modelo de desespero existencialista&quot;; estou disposto a conversar sobre o tema.

Abraços,

Arnaldo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Ricardo,</p>
<p>Obrigado por seus comentários.<br />
&#8220;Ceticismo construtivo&#8221;, não tinha pensado nessa nomenclatura. Entretanto o que escrevi não está ligado a um ceticismo por puro ceticismo. É, acima de tudo, uma utilização metódica (aliás, parece-me que o ceticismo em-si tem um valor maior quando utilizado para questionar o que tomado como trivial &#8211; pode ser um ótimo instrumento para a descoberta). Além do mais a igualdade entre ceticismo e relativismo é um equívoco. São conceitos diferentes com propostas diferentes.<br />
E mesmo que houvesse uma igualdade em que a variável relativismo fosse idêntica ao ceticismo, o que descrevi nas postagens não é um relativismo. É uma forma de evitar que o dogmatismo (de diversos tipos) possam interferir num processo investigativo.<br />
Quanto ao desespero existencialista, bem, não sei se entendi muito bem a sua colocação, entretanto o problema da existência, parece-me, é algo inerente a nós humanos. Os caminhos que apontam para o desespero são múltiplos; e isso não seria argumento para evitarmos usar uma metodologia de cunho epistemológico com o medo de descobrirmos quem somos. Talvez possa me explicar melhor sobre este &#8220;modelo de desespero existencialista&#8221;; estou disposto a conversar sobre o tema.</p>
<p>Abraços,</p>
<p>Arnaldo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Ricardo Mamedes</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-108</link>
		<dc:creator>Ricardo Mamedes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 23:50:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=600#comment-108</guid>
		<description>Arnaldo,

Um ceticismo construtivo, por assim dizer? Todavia, será que o ceticismo levará a algo propositivo, ou afirmativo? Isso será possível? Você não acha que o ceticismo tende a relativizar tudo, desconstruindo o absoluto e nada criando, senão um certo modelo de desespero existencialista?

Abraço,

Ricardo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Arnaldo,</p>
<p>Um ceticismo construtivo, por assim dizer? Todavia, será que o ceticismo levará a algo propositivo, ou afirmativo? Isso será possível? Você não acha que o ceticismo tende a relativizar tudo, desconstruindo o absoluto e nada criando, senão um certo modelo de desespero existencialista?</p>
<p>Abraço,</p>
<p>Ricardo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Arnaldo Vasconcellos</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-104</link>
		<dc:creator>Arnaldo Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 03:03:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=600#comment-104</guid>
		<description>Olá Vanessa,

É bom saber que compreendeu que eu sustento a dúvida como método e que qualquer pessoa, seja cristão ou não possam assumí-lo com método.
Você disse: &quot;A minha reação foi condicionada por conversas e debates anteriores.&quot;

- Bem, esse é o problema do rótulo
 disse ainda: &quot;E também pela suspeita de que o teu discurso é direcionado ao público errado.&quot;
- Espero que todos sejam o público alvo.
Disse ainda: 
&quot;Cristãos sempre ouvem isso nas universidades, sempre são instruídos a abrirem mão, e a minha geração foi condicionada a isso como o cãozinho de Pavlov.&quot;
- Penso que deve-se haver uma simetria; se é proposto ao que é cristão tal exercício ele não se mostrará nocivo também a um não cristão. A dúvida metódica pode ser um excelente instrumento heurístico. Concordo com você quando se mostra indignada quando a usam como retórica. Afirmo prontamente que a dúvida metódica deve ser usada heurísticamente e não evasivamente.
Você ainda diz: &quot;E quem defende e ensina o teu discurso “suspenda os juízos” nas universidades são os naturalistas devotos.&quot;&quot;
- Bem, se alguem afirma e cumpre, bom. Se alguem afirma apenas evasivamente, é um discurso vazio (e indepedente se ou não naturalista é de deixar indignado).
Você diz:
&quot;Vc me disse que convicções religiosas podem ser perigosas na busca do que é cognoscível. Foi aí que o meu detector de discurso “faça-o-que-eu-digo-enquanto-eu-mesmo-não-faço” disparou. Perdoe-me se me precipitei.
Convicções religiosas… convicções filosóficas…&quot;

- Por este mesmo motivo afirmo que o método proposto é cabível também a preconcepções filosóficas. De qualquer forma não precisa pedir desculpas pela precipitação. Uma pessoa que fizesse tais asserções de forma evasiva seria realmente de indignar.

Quanto a popularidade de Sagan, Dawkins etc etc, acho que devemos lê-los, assim como qualquer outro, com o crivo da crítica, independende de suas convicções ou popularidades. Como toda e qualquer pessoa falam coisas interessantes, importantes e cometem equívocos. São humanos. Agora o que falarem de importante deverá ser analisado como tal e o que falarem como equívoco deverá ser encarado como equívoco (como qualquer outra pessoa, independende de sua popularidade, viés, cosmovisão ou convicção - prestanto atenção nas idéias, em  suas conexões e sua construção).

Abraços,

Arnaldo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Vanessa,</p>
<p>É bom saber que compreendeu que eu sustento a dúvida como método e que qualquer pessoa, seja cristão ou não possam assumí-lo com método.<br />
Você disse: &#8220;A minha reação foi condicionada por conversas e debates anteriores.&#8221;</p>
<p>- Bem, esse é o problema do rótulo<br />
 disse ainda: &#8220;E também pela suspeita de que o teu discurso é direcionado ao público errado.&#8221;<br />
- Espero que todos sejam o público alvo.<br />
Disse ainda:<br />
&#8220;Cristãos sempre ouvem isso nas universidades, sempre são instruídos a abrirem mão, e a minha geração foi condicionada a isso como o cãozinho de Pavlov.&#8221;<br />
- Penso que deve-se haver uma simetria; se é proposto ao que é cristão tal exercício ele não se mostrará nocivo também a um não cristão. A dúvida metódica pode ser um excelente instrumento heurístico. Concordo com você quando se mostra indignada quando a usam como retórica. Afirmo prontamente que a dúvida metódica deve ser usada heurísticamente e não evasivamente.<br />
Você ainda diz: &#8220;E quem defende e ensina o teu discurso “suspenda os juízos” nas universidades são os naturalistas devotos.&#8221;"<br />
- Bem, se alguem afirma e cumpre, bom. Se alguem afirma apenas evasivamente, é um discurso vazio (e indepedente se ou não naturalista é de deixar indignado).<br />
Você diz:<br />
&#8220;Vc me disse que convicções religiosas podem ser perigosas na busca do que é cognoscível. Foi aí que o meu detector de discurso “faça-o-que-eu-digo-enquanto-eu-mesmo-não-faço” disparou. Perdoe-me se me precipitei.<br />
Convicções religiosas… convicções filosóficas…&#8221;</p>
<p>- Por este mesmo motivo afirmo que o método proposto é cabível também a preconcepções filosóficas. De qualquer forma não precisa pedir desculpas pela precipitação. Uma pessoa que fizesse tais asserções de forma evasiva seria realmente de indignar.</p>
<p>Quanto a popularidade de Sagan, Dawkins etc etc, acho que devemos lê-los, assim como qualquer outro, com o crivo da crítica, independende de suas convicções ou popularidades. Como toda e qualquer pessoa falam coisas interessantes, importantes e cometem equívocos. São humanos. Agora o que falarem de importante deverá ser analisado como tal e o que falarem como equívoco deverá ser encarado como equívoco (como qualquer outra pessoa, independende de sua popularidade, viés, cosmovisão ou convicção &#8211; prestanto atenção nas idéias, em  suas conexões e sua construção).</p>
<p>Abraços,</p>
<p>Arnaldo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Vanessa Meira</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/600-a-heuristica-da-suspensao-e-mais-uma-cosmovisao.html/comment-page-1#comment-103</link>
		<dc:creator>Vanessa Meira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 17:49:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=600#comment-103</guid>
		<description>Olá Arnaldo.

Concordo com você ao sugerir a dúvida e o ceticismo como método. Escrevi sobre isso algumas vezes no blog. A cosmovisão biblico-cristã não é resistente ao ceticismo metodológico (indivíduos e instituições cristãs podem ser, incoerentemente com o cristianismo).

A minha reação foi condicionada por conversas e debates anteriores. E também pela suspeita de que o teu discurso é direcionado ao público errado. Cristãos sempre ouvem isso nas universidades, sempre são instruídos a abrirem mão, e a minha geração foi condicionada a isso como o cãozinho de Pavlov. E quem defende e ensina o teu discurso &quot;suspenda os juízos&quot; nas universidades são os naturalistas devotos.

As tuas palavras aos cristãos são como &quot;faça regime para emagrecer&quot; aos ouvidos de quem já está abaixo do peso.

Vc me disse que convicções religiosas podem ser perigosas na busca do que é cognoscível. Foi aí que o meu detector de discurso &quot;faça-o-que-eu-digo-enquanto-eu-mesmo-não-faço&quot; disparou. Perdoe-me se me precipitei.

Convicções religiosas... convicções filosóficas...

Repare na popularidade de Sagan, Dawkins, Harris entre universitários. 

Pra mim, eles são bem convictos.
Pense sobre isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Arnaldo.</p>
<p>Concordo com você ao sugerir a dúvida e o ceticismo como método. Escrevi sobre isso algumas vezes no blog. A cosmovisão biblico-cristã não é resistente ao ceticismo metodológico (indivíduos e instituições cristãs podem ser, incoerentemente com o cristianismo).</p>
<p>A minha reação foi condicionada por conversas e debates anteriores. E também pela suspeita de que o teu discurso é direcionado ao público errado. Cristãos sempre ouvem isso nas universidades, sempre são instruídos a abrirem mão, e a minha geração foi condicionada a isso como o cãozinho de Pavlov. E quem defende e ensina o teu discurso &#8220;suspenda os juízos&#8221; nas universidades são os naturalistas devotos.</p>
<p>As tuas palavras aos cristãos são como &#8220;faça regime para emagrecer&#8221; aos ouvidos de quem já está abaixo do peso.</p>
<p>Vc me disse que convicções religiosas podem ser perigosas na busca do que é cognoscível. Foi aí que o meu detector de discurso &#8220;faça-o-que-eu-digo-enquanto-eu-mesmo-não-faço&#8221; disparou. Perdoe-me se me precipitei.</p>
<p>Convicções religiosas&#8230; convicções filosóficas&#8230;</p>
<p>Repare na popularidade de Sagan, Dawkins, Harris entre universitários. </p>
<p>Pra mim, eles são bem convictos.<br />
Pense sobre isso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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