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	<title>Comments on: O que é então o criacionismo?</title>
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	<description>Aquilla non captat muscas</description>
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		<title>By: Arnaldo Vasconcellos</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/500-o-que-e-entao-o-criacionismo.html/comment-page-1#comment-187</link>
		<dc:creator>Arnaldo Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 03:08:59 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Fabrício,

Fique a vontade para ler e analisar no tempo que mais for favorável a ti.
Abraços,

Arnaldo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Fabrício,</p>
<p>Fique a vontade para ler e analisar no tempo que mais for favorável a ti.<br />
Abraços,</p>
<p>Arnaldo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Fabricio Lovato</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/500-o-que-e-entao-o-criacionismo.html/comment-page-1#comment-186</link>
		<dc:creator>Fabricio Lovato</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 19:59:50 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Arnaldo!
Obrigado por ter levado em consideração a dica de leitura e ter manifestado suas opiniões a respeito.
Tenho estado muito ocupado ultimamente na faculdade, de modo que ainda não tive tempo de analisar seu artigo, mas fico te devendo essa.
Com mais tempo, lerei com calma e poderei esboçar aqui meus comentários a respeito.
Deus te abençõe.

Fabricio Lovato.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Arnaldo!<br />
Obrigado por ter levado em consideração a dica de leitura e ter manifestado suas opiniões a respeito.<br />
Tenho estado muito ocupado ultimamente na faculdade, de modo que ainda não tive tempo de analisar seu artigo, mas fico te devendo essa.<br />
Com mais tempo, lerei com calma e poderei esboçar aqui meus comentários a respeito.<br />
Deus te abençõe.</p>
<p>Fabricio Lovato.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Arnaldo Vasconcellos</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/500-o-que-e-entao-o-criacionismo.html/comment-page-1#comment-179</link>
		<dc:creator>Arnaldo Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 05:03:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arnaldo.networkcore.eti.br/?p=500#comment-179</guid>
		<description>Olá Gilberto,

Gostei muito de seus comentários!

Você disse 

&lt;blockquote&gt;&quot;Desculpe-me, amigo Arnaldo, não queria dar esse tom ao meu comentário, te eximo de qualquer responsabilidade por ele. Respondo por tudo o que escrevi. Se quiser deletar eu entendo, mas essa desinformação, seja por desconhecimento ou má intencionalidade precisa ter uma resposta à altura, porém inversamente proporcional: enérgica sim, mas a favor da verdade.&quot;&lt;/blockquote&gt;


- Quê isso? Deletar? Nunca! Este comentário é muitíssimo valioso, e mesmo que não o fosse, ficaria registrado.

Concordo com você em muitos pontos e entendo sua resposta enérgica. Da mesma maneira espero que entenda a minha forma mais branda que abordei no artigo, mas deixei bem claro que também não considero o criacionismo algo científico. Estou com outro artigo em escrita sobre o tema e também espero sua leitura.

Quanto ao ponto 1, gostaria de destacar, concordo plenamente. Excelente exposição.

Quanto ao ponto 2, realmente, de uma forma ou de outra eles são fixistas.

Ao ponto 3, entendo sua argumentação. É muito estranho que alguns criacionistas queiram apagar a própria história deste curioso movimento - pois temos sim casos de ódio. 

Quanto ao ponto 4 - ao ler seus comentários e pensar acerca dos mesmos confirmo que concordo com eles.

Agora gostaria de destacar o ponto 5: você desenvolveu com maestria seu comentário e concordo com muito de seus pontos apresentados, apesar de meu artigo ser envolto num tom (como você mesmo afirma) mais fleumático. Apesar deste tom, tentei mostrar que cientifico o criacionismo não é (e por isso ainda me pergunto o que ele é realmente; a resposta minha darei em um novo artigo, que como eu já disse está prestes a ser publicado aqui no blog).
Em especial gostaria de destacar um daqueles pontos que você comentou (do sr Enézio Eugênio). No ponto 2, em que o sr Enézio afirma:


&lt;blockquote&gt;Muitos mecanismos de mudanças evolutivas significantes não dependem de mutações aleatórias como exige o mecanismo neodarwinista, mas parecem ser dirigidos por respostas pré-programadas aos estímulos ambientais.&lt;/blockquote&gt;

Você respondeu:


&lt;blockquote&gt;Mais uma desinformação. As mutações contribuem muito pouco para evolução. A varialidade é muito mais dada pela recombinação gênica integrada ao ambiente do que por mutação. Levando em consideração as equações de Lorenz (Teoria do Caos), uma mutação mínima causa um efeito cascata de dimensões tais que só a teleonomia da relação organismo-ambiente pode controlar. Desinformado, portanto.&lt;/blockquote&gt;

- Concordo plenamente. Inclusive o parabenizo por uma explicação de forma simplificada. Eu mesmo já tentei explicar de forma sutil em comentários em alguns blogs criacionistas (quando conversando com alguns proponentes) a respeito do caráter da mutação. Uma pessoa afirmou e tentou justificar que mutações causam danos ao indivíduo (e por este motivo ele depreciaria a teoria da evolução); entretanto tentei explicar justamente que essa &quot;recombinação&quot; do gene ao ambiente é que contribuem mais para a evolução -  e que inclusive pode-se ver vide Teoria do Caos. Entretanto, para a minha surpresa, parece que eu não havia sido compreendido; o que me leva a crer que quando eu tentei explicar isto, ou a pessoa continua presa num significado de mutação e de outros termos (o que configura um equívoco).
De qualquer forma a sua explicação foi muito bem feita. É digno de citá-la.

É isso. Obrigado por seus comentários. E não me venha com esta história de deletar comentário. Ele é muito valioso. Muitos pontos ditos por você tomo em concordância; embora eu tenha sido mais &quot;flaumático&quot; e você mais &quot;enérgico&quot;.

Abraços,

Arnaldo.

P.S.: Por favor aguarde a minha leitura de seu artigo e minha respectiva resposta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Gilberto,</p>
<p>Gostei muito de seus comentários!</p>
<p>Você disse </p>
<blockquote><p>&#8220;Desculpe-me, amigo Arnaldo, não queria dar esse tom ao meu comentário, te eximo de qualquer responsabilidade por ele. Respondo por tudo o que escrevi. Se quiser deletar eu entendo, mas essa desinformação, seja por desconhecimento ou má intencionalidade precisa ter uma resposta à altura, porém inversamente proporcional: enérgica sim, mas a favor da verdade.&#8221;</p></blockquote>
<p>- Quê isso? Deletar? Nunca! Este comentário é muitíssimo valioso, e mesmo que não o fosse, ficaria registrado.</p>
<p>Concordo com você em muitos pontos e entendo sua resposta enérgica. Da mesma maneira espero que entenda a minha forma mais branda que abordei no artigo, mas deixei bem claro que também não considero o criacionismo algo científico. Estou com outro artigo em escrita sobre o tema e também espero sua leitura.</p>
<p>Quanto ao ponto 1, gostaria de destacar, concordo plenamente. Excelente exposição.</p>
<p>Quanto ao ponto 2, realmente, de uma forma ou de outra eles são fixistas.</p>
<p>Ao ponto 3, entendo sua argumentação. É muito estranho que alguns criacionistas queiram apagar a própria história deste curioso movimento &#8211; pois temos sim casos de ódio. </p>
<p>Quanto ao ponto 4 &#8211; ao ler seus comentários e pensar acerca dos mesmos confirmo que concordo com eles.</p>
<p>Agora gostaria de destacar o ponto 5: você desenvolveu com maestria seu comentário e concordo com muito de seus pontos apresentados, apesar de meu artigo ser envolto num tom (como você mesmo afirma) mais fleumático. Apesar deste tom, tentei mostrar que cientifico o criacionismo não é (e por isso ainda me pergunto o que ele é realmente; a resposta minha darei em um novo artigo, que como eu já disse está prestes a ser publicado aqui no blog).<br />
Em especial gostaria de destacar um daqueles pontos que você comentou (do sr Enézio Eugênio). No ponto 2, em que o sr Enézio afirma:</p>
<blockquote><p>Muitos mecanismos de mudanças evolutivas significantes não dependem de mutações aleatórias como exige o mecanismo neodarwinista, mas parecem ser dirigidos por respostas pré-programadas aos estímulos ambientais.</p></blockquote>
<p>Você respondeu:</p>
<blockquote><p>Mais uma desinformação. As mutações contribuem muito pouco para evolução. A varialidade é muito mais dada pela recombinação gênica integrada ao ambiente do que por mutação. Levando em consideração as equações de Lorenz (Teoria do Caos), uma mutação mínima causa um efeito cascata de dimensões tais que só a teleonomia da relação organismo-ambiente pode controlar. Desinformado, portanto.</p></blockquote>
<p>- Concordo plenamente. Inclusive o parabenizo por uma explicação de forma simplificada. Eu mesmo já tentei explicar de forma sutil em comentários em alguns blogs criacionistas (quando conversando com alguns proponentes) a respeito do caráter da mutação. Uma pessoa afirmou e tentou justificar que mutações causam danos ao indivíduo (e por este motivo ele depreciaria a teoria da evolução); entretanto tentei explicar justamente que essa &#8220;recombinação&#8221; do gene ao ambiente é que contribuem mais para a evolução &#8211;  e que inclusive pode-se ver vide Teoria do Caos. Entretanto, para a minha surpresa, parece que eu não havia sido compreendido; o que me leva a crer que quando eu tentei explicar isto, ou a pessoa continua presa num significado de mutação e de outros termos (o que configura um equívoco).<br />
De qualquer forma a sua explicação foi muito bem feita. É digno de citá-la.</p>
<p>É isso. Obrigado por seus comentários. E não me venha com esta história de deletar comentário. Ele é muito valioso. Muitos pontos ditos por você tomo em concordância; embora eu tenha sido mais &#8220;flaumático&#8221; e você mais &#8220;enérgico&#8221;.</p>
<p>Abraços,</p>
<p>Arnaldo.</p>
<p>P.S.: Por favor aguarde a minha leitura de seu artigo e minha respectiva resposta.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Arnaldo Vasconcellos</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/500-o-que-e-entao-o-criacionismo.html/comment-page-1#comment-178</link>
		<dc:creator>Arnaldo Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 02:58:58 +0000</pubDate>
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		<description>Com toda a certeza irei ler seu artigo.

Abraços,

Arnaldo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com toda a certeza irei ler seu artigo.</p>
<p>Abraços,</p>
<p>Arnaldo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Arnaldo Vasconcellos</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/500-o-que-e-entao-o-criacionismo.html/comment-page-1#comment-177</link>
		<dc:creator>Arnaldo Vasconcellos</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 02:58:39 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Gilberto!
Espero muito a sua leitura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Gilberto!<br />
Espero muito a sua leitura.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Gilberto Miranda Junior</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/500-o-que-e-entao-o-criacionismo.html/comment-page-1#comment-175</link>
		<dc:creator>Gilberto Miranda Junior</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 03:32:08 +0000</pubDate>
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		<description>Prezado Arnaldo

O que o criacionismo não é...? Científico....

E eu li o artigo do qual o seu artigo é resposta e gostaria de enfocar alguns pontos a mais. Infelizmente e me responsabilizo por isso, não consegui dar seu tom fleumático. Entendo seu posicionamento e concordo com sua análise, porém onde você não vê caráter enganatório, infelizmente vejo, inclusive de um recorrente auto-engano. Mas vamos em frente...


1 – O Criacionismo é anticientífico

O primeiro argumento Michelson é um argumento falho. Ele nivela os paradigmas a partir de um suposto aspecto metafísico, ao invés de nivelar por algum critério de cientificidade. Se, por um acaso, ele ou o geólogo Nahor conseguir demonstrar o aspecto metafísico da Teoria da Evolução, isso não nivela a sua cientificidade com outras abordagens. É um argumento falacioso que podemos chamar de falsa ênfase ou falso espantalho.

Outro problema nesse argumento é confundir a Teoria da Evolução com o evolucionismo. Um erro comum entre os criacionistas, pois eles não conseguem desvincular suas supostas proposições científicas do campo religioso. A questão da abordagem científica está além da posição filosófica naturalista, e sim centra-se na recusa metodológica em aceitar proposições que não se submetem a falseamento.

Terceiro ponto é ele citar cientistas criacionistas com publicações indexadas no meio científico. Isso é falacioso, pois não me consta que alguma publicação aceita traga uma demonstração da existência de um design inteligente. Essa é a prova, inclusive, que a ciência não discrimina ninguém com base em suas crenças pessoas, desde que faça ciência e não tente empurrar crendices como científica. Esses cientistas, mesmo criacionistas, fizeram ciência, ponto final, e não criacionismo, muito menos um suposto e inexistente, “criacionismo científico”.

Logo, sob os critérios de cientificidade e não de “metafisicalidade” (neologismo necessário, embora esquisito), o criacionismo é anticientífico.


2 – Criacionistas são fixistas

Explicar a variação pela vontade de Deus ou por um dom que Deus tenha concedido aos seres vivos é uma explicação tautológica e anticientífica. O Michelson deveria saber. Um criacionista aceitando a variação a partir dessa explicação, não é um criacionista “bem informado” como ele diz. É apenas um crente que explica tudo a partir da vontade de Deus, sem sequer ter condições (aliás como todos nós) de determinar o que Deus quer ou não quer, quanto mais para afirmar isso.

Outro problema na suposta explicação que ele tenta é a definição do termo “microevolução” e “macroevolução”. Houve, por conta dos criacionistas, uma deturpação desses termos técnicos. Microevolução ocorre a nível de organismo, ao passo que macroevolução ocorre em nível populacional. 

Para a Teoria da Evolução não existe diferença entre micro e macro nos termos que eles usam. Eles mudaram o conceito para atender a uma necessidade de refutação baseado em algo que não tem delimitação na teoria evolutiva.

E onde estaria essa diferenciação que eles afirmam? Onde está o critério de falseabilidade para que a Macroevolução, na acepção deles, não deva ocorrer? O que precisaria ser corroborado empiricamente para ela não ser um postulado científico? Isso eles não definem. Eles apenas afirmam que ela não pode ocorrer porque partem do principio (uma mera petição de princípio baseada em seu cânone) de que Deus teria criado os filos definidos, completos e fixos, cabendo apenas variações circunstanciais dentro do filos.

Nenhum criacionista consegue dar uma definição de “espécie”, sendo que Darwin já denunciava em seu livro que esse termo carrega uma arbitrariedade humana, a despeito dos mais profundos estudos taxonômicos. Cientificamente eles precisam oferecer um critério de falseabilidade que se submeta a testes refutativos para a afirmação de que não haja ou não seja possível mudanças de filos (por mais arbitrário que seja essa definição) e, por outro lado, conseguir explicar muito bem a existência de fósseis transicionais e genes inativos nos organismos que indicam claramente a evolução de um filo para outro. Mas como se eles negam essa evidência sem demonstrar sua invalidade?

Ou seja, são fixistas sim... A questão não é de generalização, mas de uma petição clara de princípio que eles assumem abertamente.


3 - Criacionistas odeiam Darwin e a evolução
Particularmente eu concordo com o citado Tarcísio da Silva Vieira, embora não seja possível fazer esses questionamentos a partir de crendices e sim com ciência. Com ciência, até hoje, todo questionamento foi verificado e incorporado ao corpo teorético da teoria da evolução, como por exemplo a questão do equilíbrio pontuado de Gould.

Querer questionar ideologicamente uma teoria com fundamentação científica gera sim ódios e ressentimentos, ainda mais quando ela é um prato cheio para outros radicais (agora ateus) afirmar a inexistência daquilo que, culturalmente, é caro para eles.

No entanto, mesmo havendo desonestos de ambos os lados, muito dos argumentos criacionistas se baseiam na refutação da própria cientificidade da Teoria, o que, sem precisar de grandes hipérboles, provoca o argumento ad absurdum de que eles estariam sendo contra antibióticos e vacinas. E olha que certas denominações realmente são, inclusive contra transfusão de sangue e doação de órgãos.

O pior é uma bióloga, a tal de Márcia Oliveira de Paula, que afirma: “a teoria da evolução não consegue explicar a origem da vida por processos naturais, a partir de matéria não viva” – ora, logo se vê que ela não leu a Teoria da Evolução e confunde (erro muito comum entre os criacionistas) a Teoria com a visão evolucionista. A Teoria da Evolução versa sobre o fenômeno observável chamado ESPECIAÇÃO, ou seja, a formação do que chamamos espécie e não da origem da vida.

A questão aqui não é nem de ódio à Darwin ou à Teoria da Evolução, e sim uma clara intenção de deturpá-la e encaixá-la no que ela não é, para ser alvo de ataques obscurantistas a favor da ideologia religiosa criacionista. Ou seja, é o mesmo que ódio. Eles querem destruir o que não conseguem aceitar, pois irão sair de suas posições confortáveis do universo estático que precisam para saber para onde vão.

Uma série de teorias se agregam por extrapolação teórica à proposição original da Teoria da Evolução para explicar o que ela não trata, mas não faz parte da Teoria. Transformar tudo isso em um balaio ideológico é criticar algo a partir daquilo que pretende se fazer. Ou seja, aquilo que eles acusam a Teoria da Evolução é simplesmente o que eles querem para si como legitimação do que precisam para agir. Mas para fazer isso eles precisam deturpá-la, pois ela não atende aos delírios que eles inventam.

E a confusão é vasta... Eles não conseguem separar, epistemicamente, os aspectos da Teoria que foram corroboradas cientificamente e as especulações de um Spencer, Galton, Dawkins e outros que se apropriaram da teoria para fazer valer suas próprias crenças e desejos. Pífio...


4 - Criacionistas creem no Deus das lacunas

Esse nem precisa comentar, veja a explicação sobre o por que aquilo que eles chamam de macroevolução não deve ocorrer. “Porque Deus não quer ou não fez assim”... Como sabem? Ahhh sim, pela bíblia. Está provado então...

No entanto, concordo com ele que criacionistas não sejam pesquisadores acomodados. Eles são abnegados, esforçados, comprometidos e profícuos. Pena que não fazem ciência. Quando fazem, ou seja, quando abrem mão de suas crenças para pesquisar cientificamente, são inclusive reconhecidos. Ao contrário deles, a ciência não discrimina ninguém por pensar diferente, mas possui um método que precisa ser respeitado e que a caracteriza como tal. Pesquisadores criacionistas assumem uma petição de princípio indemonstrável, tautológica e não-falseável, logo esse esforço todo serve apenas para suas crenças e não pra a ciência.

Concordo que a honestidade científica deva prevalecer. Quisera que toda a honestidade se constituísse em um dever a ser preservado. Pena que não é.


5 - Essa discussão toda é entre fé e ciência

No primeiro parágrafo há uma contradição. O velho argumento de que o evolucionismo prega o acaso entra em conflito com a afirmação de que a evolução seja um resultado de causas naturais. Se existem causas naturais não existe acaso. Falta, portanto, conhecimento para não afirmar que a TE se baseia no acaso. Desfaço alguns mitos em meu artigo que linkei no comentário anterior.

Outro equívoco conveniente que os criacionistas propagam é que o evolucionismo parte do pressuposto de causas naturais, como se abrir mão de partir de um pressuposto fosse uma pressuposição. Não se parte de uma causa, procura-se a causa. Se a causa for inteligente ela será encontrada. A busca da causa procura suspender juízos, porém todas as descobertas deram conta, ao menos até agora e no que foi possível corroborar, que uma causa inteligente é desnecessária, embora até fosse suficiente.

Mais uma vez a argumentação criacionista parte da equiparação entre o que eles acusam a TE e o que eles fazem para que sejam legitimados como ciências. É um argumento pífio, pois a postura evolucionista não parte de um princípio incausado e nem afirma que não haja um Design. Ela procura causas e se e encontrar o Demiúrgo dos criacionistas irá elaborar formas de corroborá-lo; coisa que eles não foram e não são capazes de fazer.

A questão, mais uma vez (e mencionada no meu referido artigo) é falsificacionista e não verificacionista. O verificacionismo não é mais científico desde que o positivismo caiu pelo racionalismo lógico de Popper.

Quando a questão se centra entre qual petição de princípio assumir, então não estamos falando mais de ciência e sim de fé. Eles querem porque querem que o evolucionismo seja encarado como fé para que eles possam se imiscuir na ciência, mas não tem argumentos que demonstrem isso sem ter que deturpar a teoria a favor deles. Não há uma petição de princípio ideológica na ciência, e sim uma busca paradigmática. A ciência é laica e portanto deve, heuristicamente, suspender juízos. Conforme suas explicações vão sendo corroboradas sem a necessidade de assumir uma petição, o que foi corroborado tende a virar uma petição, mas com causa provável e não como pressuposição a-crítica baseada em crença.

Como já afirmei, o ceticismo científico não é pirrônico e sim metodológico.

O Enézio Eugênio, citado, afirma algo simplesmente mentiroso: “Elas [as evidências] não corroboram [Darwin], e aí está o ponto científico que deveria ser abordado ouvindo-se os dois lados publicamente.”

Quais? Flagelo? Cílios? Coagulação? Datação de Carbono? Baseado em quê essas evidências não corroboram? Há explicações evolucionistas bem consistentes para tudo isso, embora não sejam estritas e reprodutíveis. Mas ciência é assim... A questão, mais uma vez, não é verificacionista, mas sim falsificacionista. Onde estão as evidências que falseiam a TE com base nelas? É preciso primeiro demonstrar que um flagelo não se forma evolutivamente e não dizer que a evolução não explica. Eles invertem o ônus da demonstração num claro desconhecimento do método. E ainda falam de “criacionismo científico”. Francamente....

Os itens que ele menciona...

1 – Ele esquece que o “mecanismo neodarwinista” (termo errôneo, pois não se trata de mecanismo e sim de campo teórico) não se restringe só a variações aleatórias e seleção natural. Entra em jogo complexidade e teleonomia (que também abordo em meu artigo). Portanto, explica sim...

2 – Mais uma desinformação. As mutações contribuem muito pouco para evolução. A varialidade é muito mais dada pela recombinação gênica integrada ao ambiente do que por mutação. Levando em consideração as equações de Lorenz (Teoria do Caos), uma mutação mínima causa um efeito cascata de dimensões tais que só a teleonomia da relação organismo-ambiente pode controlar. Desinformado, portanto.

3 – Ora ele fala do neodrawinismo (termo estranho que cientificamente ficaria melhor a Teoria Sintética), ora, quando lhe convém, se restringe apenas ao que Darwin falou. Darwin teorizou sobre um gradualismo que já se constitui em apenas um aspecto da evolução. Logo esse item está cheio de desinformação novamente.

4 – O limite é teleonômico, o que faz total sentido com a TE e explica porque ao longo do tempo as mudanças só ocorreram dentro dos filos. Mas não desfaz de forma alguma a idéia de ancestralidade comum. 

5 – Mentira. A Teoria Sintética da Evolução incorpora a questão da complexidade que justamente concilia um visão reducionista com uma visão holista. Uma estrutura complexa possui partes heterogênias por definição, embora possa surgir gradativamente por transformação de partes afins e semelhantes. Mais uma vez desinformado.

6 – A conservação ou auto-regulação só acontece na estabilização do ambiente na relação que possui com o nicho ou pool genético. Onde acontece complementação da Teoria eles enxergam, convenientemente, refutação. Balela...

7 – “provado”... E onde ele tem sido refutado? Ele não diz...

Por fim, vale reproduzir aqui um trecho de meu artigo, pois cai como uma luva:

“Muito dos argumentos ancoram-se num claro desconhecimento (ou mesmo deturpação por má-intencionalidade) dos fundamentos da Teoria da Evolução de Darwin. Eles, dissimuladamente ou “inocentemente” ficam indignados com o desprezo que, em geral, a comunidade científica lhes confere. Pudera! Como discutir ou dar ouvidos a quem, claramente, desconhece ou deturpa aquilo do qual pretende criticar? Se não conhece ou deturpa o que critica, a probabilidade de estar propondo algo absurdo (deturpado ou sem conhecimento) aumenta substancialmente. Para quê ouvir?

No entanto eles são alertados disso. Mas ao contrário do que se espera (que eles se atualizem e se aprofundem naquilo que pretendem criticar), eles partem para acusações inócuas de teorias de conspiração e complôs ateístas contra Deus e a religião. Pior, levam crédulos a desprezar a ciência e a se fanatizarem por conta desse expediente condenável de obscurantismo proposital.”

Pois é...


6 – Criacionistas querem introduzir religião nas aulas de ciências
Nesse ponto ele toma como refutação dessa afirmação alguns poucos que reconhecem a laicidade do estado. Mas toma a minoria como “prova” da inexistência. Oras... Vale a pena ler meu artigo sobre isso:
http://blog.gilbertomirandajr.com.br/2010/02/o-ensino-do-criacionismo-em-aulas-de_07.html

7 - Criacionistas querem unir igreja e Estado
Pelos projetos políticos baseados num moral mosaica anacrônica, como por exemplo a marcha contra a lei da homofobia (chamada pelos evangélicos de lei da mordaça gay) é possível inferir isso. Porém, não é analisado o que nos levaria a pensar essas coisas, só é pincelado os exemplos que não tem relevância, como uma suposta conspiração alardeada por Dawkins. Dawkins não fala pela ciência e nem pela Teoria da Evolução. Ela fala por suas concepções. Alguém já leu algum artigo indexado dele corroborando a inexistência de Deus? Assim como não vemos artigo indexado de cientistas criacionistas corroborando o DI. Ou seja, mais uma vez eles querem validar a suposta anticientificidade do outro lado para validar a deles. E se chamam de científicos fazendo isso.
Com essa frase eu concordo: “Criacionistas e darwinistas podem fazer boa ciência e não precisam apelar à política para defender religião - ou ateísmo (sim, porque Estado laico não significa Estado ateu).” – e eles fazem quando não transforma suas crenças em plataformas. A ciência aceita ambos. Mas agora vem a pergunta: o que é reconhecido como ciência? Pois é, a Teoria da Evolução e não o criacionismo. Porque?

8 - Superficialidade e preconceito
A abordagem jornalística salutar é quando um jornalista falar de ciência, é falar de ciência e não apresentar como científico uma abordagem religiosa só porque tem um grupo que exige isso sem oferecer cientificidade às suas crenças. Simples assim...

E é verdade, “O &quot;ano de Darwin&quot; ainda promete muita discussão mal focalizada. Os mal entendidos continuarão sendo impressos e veiculados por parte de pessoas que recusam se enfronhar no âmago da questão.” – A começar por blogs criacionistas perpetuando a desinformação...



Desculpe-me, amigo Arnaldo, não queria dar esse tom ao meu comentário, te eximo de qualquer responsabilidade por ele. Respondo por tudo o que escrevi. Se quiser deletar eu entendo, mas essa desinformação, seja por desconhecimento ou má intencionalidade precisa ter uma resposta à altura, porém inversamente proporcional: enérgica sim, mas a favor da verdade.

Abraços
Gilberto</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Arnaldo</p>
<p>O que o criacionismo não é&#8230;? Científico&#8230;.</p>
<p>E eu li o artigo do qual o seu artigo é resposta e gostaria de enfocar alguns pontos a mais. Infelizmente e me responsabilizo por isso, não consegui dar seu tom fleumático. Entendo seu posicionamento e concordo com sua análise, porém onde você não vê caráter enganatório, infelizmente vejo, inclusive de um recorrente auto-engano. Mas vamos em frente&#8230;</p>
<p>1 – O Criacionismo é anticientífico</p>
<p>O primeiro argumento Michelson é um argumento falho. Ele nivela os paradigmas a partir de um suposto aspecto metafísico, ao invés de nivelar por algum critério de cientificidade. Se, por um acaso, ele ou o geólogo Nahor conseguir demonstrar o aspecto metafísico da Teoria da Evolução, isso não nivela a sua cientificidade com outras abordagens. É um argumento falacioso que podemos chamar de falsa ênfase ou falso espantalho.</p>
<p>Outro problema nesse argumento é confundir a Teoria da Evolução com o evolucionismo. Um erro comum entre os criacionistas, pois eles não conseguem desvincular suas supostas proposições científicas do campo religioso. A questão da abordagem científica está além da posição filosófica naturalista, e sim centra-se na recusa metodológica em aceitar proposições que não se submetem a falseamento.</p>
<p>Terceiro ponto é ele citar cientistas criacionistas com publicações indexadas no meio científico. Isso é falacioso, pois não me consta que alguma publicação aceita traga uma demonstração da existência de um design inteligente. Essa é a prova, inclusive, que a ciência não discrimina ninguém com base em suas crenças pessoas, desde que faça ciência e não tente empurrar crendices como científica. Esses cientistas, mesmo criacionistas, fizeram ciência, ponto final, e não criacionismo, muito menos um suposto e inexistente, “criacionismo científico”.</p>
<p>Logo, sob os critérios de cientificidade e não de “metafisicalidade” (neologismo necessário, embora esquisito), o criacionismo é anticientífico.</p>
<p>2 – Criacionistas são fixistas</p>
<p>Explicar a variação pela vontade de Deus ou por um dom que Deus tenha concedido aos seres vivos é uma explicação tautológica e anticientífica. O Michelson deveria saber. Um criacionista aceitando a variação a partir dessa explicação, não é um criacionista “bem informado” como ele diz. É apenas um crente que explica tudo a partir da vontade de Deus, sem sequer ter condições (aliás como todos nós) de determinar o que Deus quer ou não quer, quanto mais para afirmar isso.</p>
<p>Outro problema na suposta explicação que ele tenta é a definição do termo “microevolução” e “macroevolução”. Houve, por conta dos criacionistas, uma deturpação desses termos técnicos. Microevolução ocorre a nível de organismo, ao passo que macroevolução ocorre em nível populacional. </p>
<p>Para a Teoria da Evolução não existe diferença entre micro e macro nos termos que eles usam. Eles mudaram o conceito para atender a uma necessidade de refutação baseado em algo que não tem delimitação na teoria evolutiva.</p>
<p>E onde estaria essa diferenciação que eles afirmam? Onde está o critério de falseabilidade para que a Macroevolução, na acepção deles, não deva ocorrer? O que precisaria ser corroborado empiricamente para ela não ser um postulado científico? Isso eles não definem. Eles apenas afirmam que ela não pode ocorrer porque partem do principio (uma mera petição de princípio baseada em seu cânone) de que Deus teria criado os filos definidos, completos e fixos, cabendo apenas variações circunstanciais dentro do filos.</p>
<p>Nenhum criacionista consegue dar uma definição de “espécie”, sendo que Darwin já denunciava em seu livro que esse termo carrega uma arbitrariedade humana, a despeito dos mais profundos estudos taxonômicos. Cientificamente eles precisam oferecer um critério de falseabilidade que se submeta a testes refutativos para a afirmação de que não haja ou não seja possível mudanças de filos (por mais arbitrário que seja essa definição) e, por outro lado, conseguir explicar muito bem a existência de fósseis transicionais e genes inativos nos organismos que indicam claramente a evolução de um filo para outro. Mas como se eles negam essa evidência sem demonstrar sua invalidade?</p>
<p>Ou seja, são fixistas sim&#8230; A questão não é de generalização, mas de uma petição clara de princípio que eles assumem abertamente.</p>
<p>3 &#8211; Criacionistas odeiam Darwin e a evolução<br />
Particularmente eu concordo com o citado Tarcísio da Silva Vieira, embora não seja possível fazer esses questionamentos a partir de crendices e sim com ciência. Com ciência, até hoje, todo questionamento foi verificado e incorporado ao corpo teorético da teoria da evolução, como por exemplo a questão do equilíbrio pontuado de Gould.</p>
<p>Querer questionar ideologicamente uma teoria com fundamentação científica gera sim ódios e ressentimentos, ainda mais quando ela é um prato cheio para outros radicais (agora ateus) afirmar a inexistência daquilo que, culturalmente, é caro para eles.</p>
<p>No entanto, mesmo havendo desonestos de ambos os lados, muito dos argumentos criacionistas se baseiam na refutação da própria cientificidade da Teoria, o que, sem precisar de grandes hipérboles, provoca o argumento ad absurdum de que eles estariam sendo contra antibióticos e vacinas. E olha que certas denominações realmente são, inclusive contra transfusão de sangue e doação de órgãos.</p>
<p>O pior é uma bióloga, a tal de Márcia Oliveira de Paula, que afirma: “a teoria da evolução não consegue explicar a origem da vida por processos naturais, a partir de matéria não viva” – ora, logo se vê que ela não leu a Teoria da Evolução e confunde (erro muito comum entre os criacionistas) a Teoria com a visão evolucionista. A Teoria da Evolução versa sobre o fenômeno observável chamado ESPECIAÇÃO, ou seja, a formação do que chamamos espécie e não da origem da vida.</p>
<p>A questão aqui não é nem de ódio à Darwin ou à Teoria da Evolução, e sim uma clara intenção de deturpá-la e encaixá-la no que ela não é, para ser alvo de ataques obscurantistas a favor da ideologia religiosa criacionista. Ou seja, é o mesmo que ódio. Eles querem destruir o que não conseguem aceitar, pois irão sair de suas posições confortáveis do universo estático que precisam para saber para onde vão.</p>
<p>Uma série de teorias se agregam por extrapolação teórica à proposição original da Teoria da Evolução para explicar o que ela não trata, mas não faz parte da Teoria. Transformar tudo isso em um balaio ideológico é criticar algo a partir daquilo que pretende se fazer. Ou seja, aquilo que eles acusam a Teoria da Evolução é simplesmente o que eles querem para si como legitimação do que precisam para agir. Mas para fazer isso eles precisam deturpá-la, pois ela não atende aos delírios que eles inventam.</p>
<p>E a confusão é vasta&#8230; Eles não conseguem separar, epistemicamente, os aspectos da Teoria que foram corroboradas cientificamente e as especulações de um Spencer, Galton, Dawkins e outros que se apropriaram da teoria para fazer valer suas próprias crenças e desejos. Pífio&#8230;</p>
<p>4 &#8211; Criacionistas creem no Deus das lacunas</p>
<p>Esse nem precisa comentar, veja a explicação sobre o por que aquilo que eles chamam de macroevolução não deve ocorrer. “Porque Deus não quer ou não fez assim”&#8230; Como sabem? Ahhh sim, pela bíblia. Está provado então&#8230;</p>
<p>No entanto, concordo com ele que criacionistas não sejam pesquisadores acomodados. Eles são abnegados, esforçados, comprometidos e profícuos. Pena que não fazem ciência. Quando fazem, ou seja, quando abrem mão de suas crenças para pesquisar cientificamente, são inclusive reconhecidos. Ao contrário deles, a ciência não discrimina ninguém por pensar diferente, mas possui um método que precisa ser respeitado e que a caracteriza como tal. Pesquisadores criacionistas assumem uma petição de princípio indemonstrável, tautológica e não-falseável, logo esse esforço todo serve apenas para suas crenças e não pra a ciência.</p>
<p>Concordo que a honestidade científica deva prevalecer. Quisera que toda a honestidade se constituísse em um dever a ser preservado. Pena que não é.</p>
<p>5 &#8211; Essa discussão toda é entre fé e ciência</p>
<p>No primeiro parágrafo há uma contradição. O velho argumento de que o evolucionismo prega o acaso entra em conflito com a afirmação de que a evolução seja um resultado de causas naturais. Se existem causas naturais não existe acaso. Falta, portanto, conhecimento para não afirmar que a TE se baseia no acaso. Desfaço alguns mitos em meu artigo que linkei no comentário anterior.</p>
<p>Outro equívoco conveniente que os criacionistas propagam é que o evolucionismo parte do pressuposto de causas naturais, como se abrir mão de partir de um pressuposto fosse uma pressuposição. Não se parte de uma causa, procura-se a causa. Se a causa for inteligente ela será encontrada. A busca da causa procura suspender juízos, porém todas as descobertas deram conta, ao menos até agora e no que foi possível corroborar, que uma causa inteligente é desnecessária, embora até fosse suficiente.</p>
<p>Mais uma vez a argumentação criacionista parte da equiparação entre o que eles acusam a TE e o que eles fazem para que sejam legitimados como ciências. É um argumento pífio, pois a postura evolucionista não parte de um princípio incausado e nem afirma que não haja um Design. Ela procura causas e se e encontrar o Demiúrgo dos criacionistas irá elaborar formas de corroborá-lo; coisa que eles não foram e não são capazes de fazer.</p>
<p>A questão, mais uma vez (e mencionada no meu referido artigo) é falsificacionista e não verificacionista. O verificacionismo não é mais científico desde que o positivismo caiu pelo racionalismo lógico de Popper.</p>
<p>Quando a questão se centra entre qual petição de princípio assumir, então não estamos falando mais de ciência e sim de fé. Eles querem porque querem que o evolucionismo seja encarado como fé para que eles possam se imiscuir na ciência, mas não tem argumentos que demonstrem isso sem ter que deturpar a teoria a favor deles. Não há uma petição de princípio ideológica na ciência, e sim uma busca paradigmática. A ciência é laica e portanto deve, heuristicamente, suspender juízos. Conforme suas explicações vão sendo corroboradas sem a necessidade de assumir uma petição, o que foi corroborado tende a virar uma petição, mas com causa provável e não como pressuposição a-crítica baseada em crença.</p>
<p>Como já afirmei, o ceticismo científico não é pirrônico e sim metodológico.</p>
<p>O Enézio Eugênio, citado, afirma algo simplesmente mentiroso: “Elas [as evidências] não corroboram [Darwin], e aí está o ponto científico que deveria ser abordado ouvindo-se os dois lados publicamente.”</p>
<p>Quais? Flagelo? Cílios? Coagulação? Datação de Carbono? Baseado em quê essas evidências não corroboram? Há explicações evolucionistas bem consistentes para tudo isso, embora não sejam estritas e reprodutíveis. Mas ciência é assim&#8230; A questão, mais uma vez, não é verificacionista, mas sim falsificacionista. Onde estão as evidências que falseiam a TE com base nelas? É preciso primeiro demonstrar que um flagelo não se forma evolutivamente e não dizer que a evolução não explica. Eles invertem o ônus da demonstração num claro desconhecimento do método. E ainda falam de “criacionismo científico”. Francamente&#8230;.</p>
<p>Os itens que ele menciona&#8230;</p>
<p>1 – Ele esquece que o “mecanismo neodarwinista” (termo errôneo, pois não se trata de mecanismo e sim de campo teórico) não se restringe só a variações aleatórias e seleção natural. Entra em jogo complexidade e teleonomia (que também abordo em meu artigo). Portanto, explica sim&#8230;</p>
<p>2 – Mais uma desinformação. As mutações contribuem muito pouco para evolução. A varialidade é muito mais dada pela recombinação gênica integrada ao ambiente do que por mutação. Levando em consideração as equações de Lorenz (Teoria do Caos), uma mutação mínima causa um efeito cascata de dimensões tais que só a teleonomia da relação organismo-ambiente pode controlar. Desinformado, portanto.</p>
<p>3 – Ora ele fala do neodrawinismo (termo estranho que cientificamente ficaria melhor a Teoria Sintética), ora, quando lhe convém, se restringe apenas ao que Darwin falou. Darwin teorizou sobre um gradualismo que já se constitui em apenas um aspecto da evolução. Logo esse item está cheio de desinformação novamente.</p>
<p>4 – O limite é teleonômico, o que faz total sentido com a TE e explica porque ao longo do tempo as mudanças só ocorreram dentro dos filos. Mas não desfaz de forma alguma a idéia de ancestralidade comum. </p>
<p>5 – Mentira. A Teoria Sintética da Evolução incorpora a questão da complexidade que justamente concilia um visão reducionista com uma visão holista. Uma estrutura complexa possui partes heterogênias por definição, embora possa surgir gradativamente por transformação de partes afins e semelhantes. Mais uma vez desinformado.</p>
<p>6 – A conservação ou auto-regulação só acontece na estabilização do ambiente na relação que possui com o nicho ou pool genético. Onde acontece complementação da Teoria eles enxergam, convenientemente, refutação. Balela&#8230;</p>
<p>7 – “provado”&#8230; E onde ele tem sido refutado? Ele não diz&#8230;</p>
<p>Por fim, vale reproduzir aqui um trecho de meu artigo, pois cai como uma luva:</p>
<p>“Muito dos argumentos ancoram-se num claro desconhecimento (ou mesmo deturpação por má-intencionalidade) dos fundamentos da Teoria da Evolução de Darwin. Eles, dissimuladamente ou “inocentemente” ficam indignados com o desprezo que, em geral, a comunidade científica lhes confere. Pudera! Como discutir ou dar ouvidos a quem, claramente, desconhece ou deturpa aquilo do qual pretende criticar? Se não conhece ou deturpa o que critica, a probabilidade de estar propondo algo absurdo (deturpado ou sem conhecimento) aumenta substancialmente. Para quê ouvir?</p>
<p>No entanto eles são alertados disso. Mas ao contrário do que se espera (que eles se atualizem e se aprofundem naquilo que pretendem criticar), eles partem para acusações inócuas de teorias de conspiração e complôs ateístas contra Deus e a religião. Pior, levam crédulos a desprezar a ciência e a se fanatizarem por conta desse expediente condenável de obscurantismo proposital.”</p>
<p>Pois é&#8230;</p>
<p>6 – Criacionistas querem introduzir religião nas aulas de ciências<br />
Nesse ponto ele toma como refutação dessa afirmação alguns poucos que reconhecem a laicidade do estado. Mas toma a minoria como “prova” da inexistência. Oras&#8230; Vale a pena ler meu artigo sobre isso:<br />
<a href="http://blog.gilbertomirandajr.com.br/2010/02/o-ensino-do-criacionismo-em-aulas-de_07.html" rel="nofollow">http://blog.gilbertomirandajr.com.br/2010/02/o-ensino-do-criacionismo-em-aulas-de_07.html</a></p>
<p>7 &#8211; Criacionistas querem unir igreja e Estado<br />
Pelos projetos políticos baseados num moral mosaica anacrônica, como por exemplo a marcha contra a lei da homofobia (chamada pelos evangélicos de lei da mordaça gay) é possível inferir isso. Porém, não é analisado o que nos levaria a pensar essas coisas, só é pincelado os exemplos que não tem relevância, como uma suposta conspiração alardeada por Dawkins. Dawkins não fala pela ciência e nem pela Teoria da Evolução. Ela fala por suas concepções. Alguém já leu algum artigo indexado dele corroborando a inexistência de Deus? Assim como não vemos artigo indexado de cientistas criacionistas corroborando o DI. Ou seja, mais uma vez eles querem validar a suposta anticientificidade do outro lado para validar a deles. E se chamam de científicos fazendo isso.<br />
Com essa frase eu concordo: “Criacionistas e darwinistas podem fazer boa ciência e não precisam apelar à política para defender religião &#8211; ou ateísmo (sim, porque Estado laico não significa Estado ateu).” – e eles fazem quando não transforma suas crenças em plataformas. A ciência aceita ambos. Mas agora vem a pergunta: o que é reconhecido como ciência? Pois é, a Teoria da Evolução e não o criacionismo. Porque?</p>
<p>8 &#8211; Superficialidade e preconceito<br />
A abordagem jornalística salutar é quando um jornalista falar de ciência, é falar de ciência e não apresentar como científico uma abordagem religiosa só porque tem um grupo que exige isso sem oferecer cientificidade às suas crenças. Simples assim&#8230;</p>
<p>E é verdade, “O &#8220;ano de Darwin&#8221; ainda promete muita discussão mal focalizada. Os mal entendidos continuarão sendo impressos e veiculados por parte de pessoas que recusam se enfronhar no âmago da questão.” – A começar por blogs criacionistas perpetuando a desinformação&#8230;</p>
<p>Desculpe-me, amigo Arnaldo, não queria dar esse tom ao meu comentário, te eximo de qualquer responsabilidade por ele. Respondo por tudo o que escrevi. Se quiser deletar eu entendo, mas essa desinformação, seja por desconhecimento ou má intencionalidade precisa ter uma resposta à altura, porém inversamente proporcional: enérgica sim, mas a favor da verdade.</p>
<p>Abraços<br />
Gilberto</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Gilberto Miranda Junior</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/500-o-que-e-entao-o-criacionismo.html/comment-page-1#comment-174</link>
		<dc:creator>Gilberto Miranda Junior</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 00:52:00 +0000</pubDate>
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		<description>Por favor, amigo, enquanto bebo suas palavras nesse artigo, peço a gentileza de dar uma lida no artigo que acabei de publicar em meu blog sobre esse assunto. Abraços

http://blog.gilbertomirandajr.com.br/2010/03/acaso-aleatoriedade-e-proposito-parte-2.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, amigo, enquanto bebo suas palavras nesse artigo, peço a gentileza de dar uma lida no artigo que acabei de publicar em meu blog sobre esse assunto. Abraços</p>
<p><a href="http://blog.gilbertomirandajr.com.br/2010/03/acaso-aleatoriedade-e-proposito-parte-2.html" rel="nofollow">http://blog.gilbertomirandajr.com.br/2010/03/acaso-aleatoriedade-e-proposito-parte-2.html</a></p>
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	<item>
		<title>By: Gilberto Miranda Junior</title>
		<link>http://arnaldo.networkcore.eti.br/500-o-que-e-entao-o-criacionismo.html/comment-page-1#comment-173</link>
		<dc:creator>Gilberto Miranda Junior</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 15:30:46 +0000</pubDate>
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		<description>Ahhhh vou ler com muito vagar esse artigo. Parece-me ser uma ótima abordagem, amigo. Abraços...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ahhhh vou ler com muito vagar esse artigo. Parece-me ser uma ótima abordagem, amigo. Abraços&#8230;</p>
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